O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal a iniciar uma investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A abertura do inquérito vem a partir de denúncias de possível tráfico de influência no Ministério da Saúde.
As suspeitas se concentram principalmente na relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que estaria buscando fechar contratos milionários para fornecimento de medicamentos de canabidiol ao governo federal. A PF já investigava o lobista por desvios relacionados a aposentadorias e pensões, no âmbito da Operação Sem Desconto.
A defesa de Lulinha, liderada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a nova investigação surge após a PF não encontrar irregularidades na sua atuação no INSS, considera o pedido de inquérito uma forma de “pesca probatória” e nega qualquer envolvimento do filho do presidente em negócios ilícitos no setor de saúde.
As movimentações financeiras de Lulinha, que somaram R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026 e mais de 1,5 mil transações, também levantaram questionamentos sobre suas conexões financeiras. A defesa afirma que ele não teve qualquer relação direta com as atividades do Careca, apesar de uma viagem a Portugal que envolveu o lobista.
O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, que recebeu o Careca, destacou que a agenda foi realizada em conformidade com suas atribuições e que não houve qualquer interesse do ministério em adquirir produtos da empresa do lobista. A investigação agora se desdobra em um cenário que pode ter impacto significativo na imagem da atual administração.
