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A secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, manifestou perplexidade nesta quinta-feira (17) em relação à menção ao Brasil em um relatório do governo Trump, que critica a atuação brasileira no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

Durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo, Maria Rosa destacou que o Brasil não está entre os 23 países identificados pelos Estados Unidos como principais produtores ou locais de trânsito de drogas, o que, segundo ela, enfraquece a justificativa para incluir o país no documento.

O relatório, divulgado recentemente, sugere que o Brasil falhou no combate às facções, pedindo uma ação mais enérgica do governo Lula. Maria Rosa refutou as implicações do texto e classificou a menção ao Brasil como uma “manifestação opinativa lateral” sem consistência jurídica.

Ela ressaltou que o governo brasileiro tem adotado medidas significativas, como a Lei Antifacção, e que operações em larga escala têm sido realizadas para combater essas organizações criminosas. A secretária contextualizou que uma resposta oficial poderia dar maior relevância ao relatório, infrigindo a posição do Brasil nas relações exteriores.

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O documento da Casa Branca, além de mencionar o Brasil, lista outros países que, segundo os EUA, não têm cumprido com obrigações internacionais em relação ao narcotráfico. Para Maria Rosa, a crítica é desproporcional e ignora os esforços já feitos pelo país.

A situação evidencia a tensão nas relações Brasil-EUA e traz à tona a necessidade de um diálogo mais construtivo sobre segurança e combate ao tráfico de drogas.