Com a chegada do período chuvoso, aumentam os registros de acidentes envolvendo serpentes em áreas rurais e até urbanas. Médicos e especialistas reforçam que, em caso de picada, a rapidez no atendimento pode ser decisiva para salvar vidas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, milhares de pessoas são atendidas anualmente no Brasil por acidentes ofídicos. A recomendação oficial é clara: a vítima deve manter a calma e procurar imediatamente atendimento médico, acionando o SAMU (192) ou dirigindo-se ao hospital mais próximo.

O que fazer imediatamente

  • Imobilizar o membro afetado e mantê-lo em posição mais baixa que o coração.
  • Evitar movimentos bruscos, que podem acelerar a circulação do veneno.
  • Levar a vítima rapidamente ao hospital, onde será avaliada e poderá receber o soro antiofídico adequado.

O que não fazer

Especialistas alertam que algumas práticas populares podem agravar a situação:

  • ❌ Não fazer cortes ou sucção no local da picada.
  • ❌ Não aplicar torniquetes.
  • ❌ Não oferecer bebidas alcoólicas ou remédios caseiros.

Essas medidas, além de ineficazes, podem causar complicações graves, como necrose, infecções e aumento da absorção do veneno.

O papel do soro antiofídico

O tratamento eficaz depende da aplicação do soro específico, disponível em hospitais credenciados. O Brasil possui uma rede de distribuição organizada pelo Ministério da Saúde, e o atendimento deve ser feito o mais rápido possível para evitar complicações sistêmicas.

Prevenção

Autoridades de saúde recomendam cuidados simples para reduzir o risco de acidentes:

  • Usar botas e luvas em áreas rurais ou de mata.
  • Manter terrenos limpos, evitando acúmulo de entulho.
  • Ter atenção redobrada ao caminhar em áreas de vegetação alta.

Em caso de picada de cobra, a prioridade é buscar atendimento médico imediato. A calma, a rapidez e a rejeição de práticas populares são fundamentais para garantir a recuperação da vítima.