Em meio às celebrações do Dia das Mães, a psicóloga Stéphany Costa, mãe do pequeno Rafael, de cinco meses, decidiu compartilhar uma visão honesta e necessária sobre a maternidade. Longe da romantização que costuma dominar propagandas e discursos sociais, ela destaca que ser mãe é também enfrentar erros, estabelecer limites e cuidar de si mesma.

Errar faz parte

Stéphany lembra que a maternidade não é uma jornada de perfeição. “Ninguém acerta o tempo todo. Os erros ensinam e fortalecem vínculos”, afirma. Reconhecer falhas ajuda a reduzir a pressão e a culpa que muitas mães carregam, permitindo que o processo seja mais humano e menos idealizado.

Limites são essenciais

Outro ponto pouco discutido é a importância de dizer “não”. Para a psicóloga, estabelecer limites com familiares e amigos protege a saúde emocional e garante que cada mãe crie seus filhos de acordo com seus próprios valores. “Não é egoísmo, é cuidado consigo mesma”, reforça.

O autocuidado não é luxo

Dedicar tempo a si mesma é indispensável. Seja descansar enquanto o bebê dorme, praticar mindfulness ou manter um hobby, esses momentos ajudam a recarregar energias. “Quanto mais a mãe cuida de si, mais preparada estará para cuidar dos filhos”, explica.

Nem tudo são flores

A maternidade também traz cansaço, insegurança e momentos de solidão. Stéphany destaca que aceitar essa dualidade é fundamental para que as mães se sintam acolhidas. “Precisamos romper com a ideia de que toda mãe está sempre plena e feliz. Isso não corresponde à realidade.”

Impacto social e emocional

Especialistas apontam que a romantização da maternidade pode gerar culpa, isolamento e até quadros de ansiedade. Ao trazer verdades pouco discutidas, Stéphany contribui para um debate necessário: reconhecer que ser mãe é uma experiência complexa, feita de amor, mas também de desafios.

Mais do que uma homenagem, o Dia das Mães pode ser um convite à reflexão: como a sociedade pode apoiar melhor as mulheres nesse papel tão exigente?