Um levantamento recente apontou que bebês diagnosticados com herpes congênita apresentam maior frequência média de uso de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e custos mais elevados de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da baixa incidência da doença, os impactos clínicos e econômicos são significativos.
O estudo mostra que a infecção, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto, pode causar complicações graves, exigindo internações prolongadas e cuidados intensivos. Entre os principais riscos estão comprometimento neurológico, problemas respiratórios e maior vulnerabilidade a infecções secundárias.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para reduzir complicações e custos hospitalares. Além disso, reforçam a importância de políticas públicas voltadas para a prevenção e detecção de infecções maternas, já que o impacto da doença vai além da saúde da criança, afetando também a sustentabilidade do sistema de saúde.
O levantamento reforça que, embora os casos sejam raros, o herpes congênita exige atenção especial, pois representa um desafio tanto para a medicina neonatal quanto para a gestão de recursos do SUS.
