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A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB), mudando a perspectiva da instituição de estável para negativa. A decisão, divulgada na última sexta-feira (5), é resultado da deterioração das condições financeiras do Governo do Distrito Federal (GDF), que controla o banco.

Com o novo rebaixamento, o rating de longo prazo do BRB na escala nacional caiu de “brAA-” para “brA+”. Na escala global, as notas foram mantidas em “BB/B”, mas a mudança na perspectiva é um sinal de alerta, indicando a possibilidade de novos rebaixamentos caso a saúde financeira do GDF não melhore.

A S&P destacou que a situação fiscal do GDF pode limitar o suporte ao BRB em momentos de necessidade. Como o governo possui mais da metade das ações do banco, sua saúde financeira é considerada fundamental para a avaliação da instituição.

Apesar dos desafios, a S&P admitiu que o BRB tem pontos positivos, como a estabilidade de sua base de clientes, majoritariamente composta por servidores públicos e fornecedores do governo, o que ajuda a manter a previsibilidade nos negócios.

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Nos próximos 18 meses, a agência manterá a perspectiva negativa, alertando que novos rebaixamentos são possíveis se as finanças do GDF não apresentarem sinais de melhora. O GDF já propôs um projeto de lei para obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para tentar socorrer o banco, mas a proposta enfrenta resistência na Câmara Legislativa.

Essa reavaliação da S&P pode impactar consideravelmente a população do DF, uma vez que a saúde financeira do BRB reflete diretamente na capacidade de atender às demandas dos cidadãos e no estímulo à economia local.