Clima frio, banhos mais quentes e alterações naturais do organismo podem intensificar a queda dos fios durante a estação. Embora o fenômeno seja comum, alguns sinais merecem atenção médica.
Com a chegada do inverno, muitas pessoas começam a notar um aumento na quantidade de fios de cabelo que ficam presos na escova, no ralo do banheiro ou no travesseiro. A situação costuma gerar preocupação, mas, na maioria dos casos, trata-se de um processo fisiológico temporário, influenciado pelas características da estação e pelo ciclo natural de renovação capilar.
Segundo especialistas, é comum que a queda de cabelo apresente uma leve intensificação durante os meses mais frios. O fenômeno resulta da combinação de fatores ambientais e biológicos, que afetam tanto o couro cabeludo quanto a saúde dos fios.
Por que o cabelo cai mais no inverno?
Durante o inverno, a redução da umidade do ar favorece o ressecamento da pele e do couro cabeludo. Além disso, banhos mais quentes — hábito frequente nesta época do ano — podem remover a oleosidade natural responsável por proteger os fios, tornando-os mais frágeis e suscetíveis à quebra.
Outro fator está relacionado ao próprio ciclo de crescimento do cabelo. Cada fio passa por fases de nascimento, crescimento, repouso e queda. Estudos indicam que mudanças sazonais podem influenciar esse ciclo, aumentando temporariamente o número de fios que entram na fase de desprendimento.
Também é comum que a menor exposição ao sol durante o inverno reduza os níveis de vitamina D em parte da população. Embora a relação entre a vitamina e a queda capilar ainda seja objeto de estudos, sua deficiência pode interferir na saúde dos folículos em algumas pessoas.
Queda ou quebra? Entender a diferença faz toda a diferença
Nem toda perda de cabelo significa queda da raiz. Em muitos casos, o problema está na quebra dos fios, provocada pelo ressecamento, pelo uso frequente de secadores e chapinhas ou por procedimentos químicos.
Enquanto a queda ocorre quando o fio se desprende desde a raiz, a quebra acontece ao longo do comprimento do cabelo, geralmente em fios mais frágeis ou danificados. Identificar essa diferença é importante para definir os cuidados mais adequados.
Quando procurar um especialista?
Embora um aumento discreto da queda durante o inverno seja considerado normal, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica.
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Atenção se houver:
- queda intensa e persistente por várias semanas;
- falhas visíveis no couro cabeludo;
- afinamento progressivo dos fios;
- coceira, dor ou descamação excessiva;
- queda acompanhada de alterações hormonais ou perda de peso.
Nesses casos, a orientação é procurar um dermatologista para investigar possíveis causas, como deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças autoimunes, infecções ou diferentes tipos de alopecia.
Como cuidar dos fios durante o inverno
Algumas medidas simples ajudam a preservar a saúde capilar durante os meses mais frios:
- evitar banhos excessivamente quentes;
- manter uma alimentação rica em proteínas, ferro, zinco e vitaminas;
- hidratar regularmente os fios;
- utilizar produtos adequados ao tipo de cabelo;
- reduzir o uso de ferramentas de calor sempre que possível;
- manter uma boa ingestão de água, mesmo nos dias frios.
Cuidar da saúde reflete também nos cabelos
O cabelo costuma ser um dos primeiros indicadores do estado geral do organismo. Alterações na alimentação, estresse, noites mal dormidas, mudanças hormonais e doenças podem refletir diretamente na qualidade dos fios.
Por isso, embora o inverno possa favorecer um aumento temporário da queda capilar, especialistas destacam que o cuidado deve ir além dos cosméticos. Manter hábitos saudáveis, respeitar o ciclo natural dos cabelos e buscar orientação profissional quando necessário são atitudes fundamentais para preservar não apenas a aparência dos fios, mas também a saúde como um todo.
