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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Metástase, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa interestadual envolvida no roubo e na distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A investigação revelou que a quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano e utilizava empresas de fachada para reintegrar os produtos ao mercado.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em diversas localidades, incluindo o Complexo da Maré na zona norte do Rio, além de endereços em São Paulo, Goiás e Pará. Paralelamente, foi solicitado o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias vinculadas ao grupo, bem como o sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo.

A operação identificou uma estrutura sofisticada em que diferentes núcleos eram responsáveis por etapas específicas do crime: roubos, logística e suporte territorial. Os medicamentos, que requerem controle rigoroso em termos de armazenamento e transporte, eram desviados para áreas dominadas por facções criminosas, como o Terceiro Comando Puro (TCP).

Os agentes descobriram que o esquema se estendia para instituições públicas de saúde que, por meio de processos licitatórios com valores abaixo do mercado, viabilizavam a venda de produtos de origem ilícita. Isso representa uma ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública.

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Os medicamentos oncológicos e imunossupressores são essenciais para muitos pacientes, e sua conservação inadequada pode comprometer a eficácia e a segurança dos tratamentos. Além disso, o volume dos produtos roubados pode impactar diretamente na disponibilidade desses medicamentos para quem realmente necessita.