Com o retorno das atividades, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, faça uma defesa contundente das urnas eletrônicas e tome providências contra o uso indevido de inteligência artificial durante a campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
A necessidade de uma posição clara de Nunes Marques é reforçada por recentes declarações de membros da família Bolsonaro, em especial de Flávio, que levantou dúvidas sobre a integridade das urnas, fazendo insinuações sobre fraudes e até mesmo citando urnas venezuelanas. Essas alegações, sustentadas por seu irmão Eduardo Bolsonaro, geraram apreensão entre os ministros, que temem uma nova onda de questionamentos sobre o sistema eleitoral.
Para responder a essas inquietações, Nunes Marques agendou um evento inédito de transparência, que será transmitido ao vivo. O TSE abrirá a urna eletrônica em rede nacional e realizará a desmontagem do equipamento, algo que até então ocorria em cerimônias fechadas. A iniciativa visa demonstrar a inviolabilidade das urnas e desfazer as narrativas de fraude.
Além do debate sobre urnas, o presidente do TSE enfrentará uma ação proposta pelo PT, contestando o uso de inteligência artificial durante um evento do PL. No evento, um vídeo gerado por IA mostrava o ex-presidente Jair Bolsonaro apoiando seu filho, Flávio, e criticando sua condenação, o que, segundo o TSE, infringe a resolução que proíbe o uso de tais recursos de forma a beneficiar candidatos ou atacar adversários.
A expectativa é que Nunes Marques tome decisões contundentes em resposta a essas infrações, alertando sobre a ilegalidade do uso de inteligência artificial em campanhas. A postura do presidente do TSE poderá afetar não apenas a corrida eleitoral, mas também a credibilidade do sistema democrático brasileiro.
