O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu manter o afastamento do juiz Milton Lívio Lemos Salles, da Justiça de Minas Gerais, flagrado bebendo vinho e fumando durante um julgamento virtual. A medida, unânime entre os conselheiros, visa preservar a integridade do sistema judiciário.
O magistrado, que tem atuação em processos de direito de família, foi gravado virando uma garrafa de vinho e fumando enquanto o julgamento transcorria. A administração do Tribunal de Justiça de Minas Gerais já havia determinado seu afastamento imediato e a redistribuição dos casos que estavam em sua relatoria.
Em nota, o CNJ esclareceu que, além do afastamento, o juiz está proibido de acessar quaisquer áreas do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, tanto nos níveis judicial quanto administrativo. Essa medida visa garantir que o magistrado não tenha influência sobre processos enquanto se encontra sob investigação.
A conduta de Salles foi considerada inadequada e incompatível com a função de julgar, levantando questionamentos sobre suas condições para exercer a magistratura. O CNJ salientou que decisões que afetam a vida das pessoas não podem ser tomadas por quem demonstra estar fora de controle durante atos públicos.
Após a repercussão do caso, Salles gravou um vídeo em que se defendeu e alegou estar sendo alvo de difamação, além de fazer críticas a instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). As acusações lançadas, no entanto, não foram acompanhadas de evidências.
