Durante um julgamento em Oakland, na Califórnia, Arturo Béjar, ex-diretor de Engenharia da Meta, fez graves acusações sobre a cultura corporativa da gigante da tecnologia. Ele afirmou que a empresa prioriza o crescimento e o engajamento em plataformas como Facebook e Instagram, negligenciando a segurança das crianças que utilizam esses serviços.
Béjar, que trabalhou na Meta em diferentes períodos entre 2009 e 2021, testemunhou que as decisões cruciais das redes sociais eram fortemente influenciadas pelo CEO Mark Zuckerberg, que tinha o poder de autorização sobre mudanças importantes. Ele destacou que, quando Zuckerberg decide priorizar algo, mudanças significativas acontecem rapidamente.
Contrariando as alegações de Béjar, a Meta defende que suas decisões são baseadas em pesquisas que visam melhorar a segurança no uso das plataformas. Contudo, o ex-funcionário afirmou que a realidade é bem diferente, descrevendo as promessas da empresa como “mentiras” e expressando sua falta de confiança nas políticas de segurança lideradas por Zuckerberg.
Uma das críticas feitas por Béjar refere-se à ferramenta criada para incentivar pauses nas redes sociais, que ele classifica como falha por não ser ativada automaticamente e ser facilmente ignorada pelos usuários. Ademais, ele revelou que a Meta possui tecnologia para identificar usuários menores de 13 anos, mas optou por uma abordagem que favorece o lucro à proteção.
Essas acusações levantam uma preocupação significativa sobre a responsabilidade das redes sociais em um momento em que o uso dessas plataformas entre os jovens é cada vez maior. Em um cenário de intensas discussões sobre segurança digital, as revelações de Béjar podem favorecer mudanças necessárias nas políticas da Meta e de outras empresas de tecnologia.
