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Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo confirma que a soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, foi assassinada e não cometeu suicídio, como inicialmente informado. O documento foi divulgado na última terça-feira e aponta que os elementos materiais analisados contradizem a hipótese de que Gisele tenha tirado a própria vida.

De acordo com o laudo, padrões de manchas de sangue e outros indícios encontrados no local do crime revelam a presença de uma segunda pessoa no momento da morte. Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento, em fevereiro deste ano, e a versão de suicídio foi apresentada pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que estava presente na cena.

O advogado da família de Gisele, José Miguel Silva Junior, destacou que a versão de feminicídio sempre foi a linha de investigação defendida. Silva Junior enfatizou que laudos anteriores já haviam descartado o suicídio, e as recentes evidências apenas corroboram essa visão. Uma nova audiência no caso está agendada para a próxima terça-feira, onde o réu deverá ser interrogado.

O tenente-coronel Leite, que se encontra detido, é acusado de feminicídio. Ele foi preso um mês após a morte de Gisele, que gerou enorme repercussão e uma mobilização por justiça, especialmente entre grupos de defesa dos direitos das mulheres. A defesa do réu argumenta que ele não é culpado, mas as evidências coletadas até agora parecem desmentir essa alegação.

Na investigação, também foram identificadas lesões no corpo da policial, sugerindo que ela não estava apenas com ferimentos causados pelo disparo, mas também por violência física anterior. Testemunhos, incluindo de vizinhos que ouviram o disparo, têm contribuído para esclarecer as circunstâncias do crime, sem que se encontre apoio para a versão do suicídio.