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Na quinta-feira (10/9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a operação Iustitia Victis, que culminou na prisão de 11 pessoas suspeitas de integrar um esquema de agiotagem e extorsão. O grupo aterrorizava suas vítimas com ameaças de morte, uma prática que já levou até ao suicídio de um comerciante em Taguatinga.

Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, uma das principais figuras do grupo, está foragida. Ela era responsável por captar clientes e participar de cobranças, frequentemente enviando mensagens intimidatórias. Em um dos áudios, ela ameaçou a filha de um comerciante que cometera suicídio, afirmando que o encontraria e o faria pagar suas dívidas.

De acordo com as investigações, as taxas de juros impostas pelos agiotas ultrapassavam 20% ao mês, levando um de seus clientes a contrair uma dívida inicial de R$ 4 mil que, com o tempo, resultou em cobranças diárias que variavam entre R$ 100 e R$ 200.

A operação não apenas resultou em prisões, mas também em expedientes de busca e apreensão, bloqueando ativos financeiros que totalizaram mais de R$ 10 milhões. As ações aconteceram em diversas cidades, incluindo Palmas e Araguaína, no Tocantins, e em regiões de Goiás.

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Com a prisão dos 11 envolvidos, a PCDF tenta desmantelar duas redes de agiotagem que operavam independentemente no DF, Goiás e Tocantins. O impacto desse tipo de crime é alarmante, afetando diretamente a vida financeira e emocional de centenas de famílias que buscam alternativas para quitar suas dívidas.

A segurança e o bem-estar da população na região são prioridades, e essa operação é um passo importante para coibir práticas abusivas que apenas deterioram a vida dos cidadãos.