A Petrobras anunciou um reajuste médio de 11,76% no preço do querosene de aviação (QAV), que a partir do dia 1º de outubro será comercializado a R$ 6,242 por litro, um aumento considerável em relação ao mês anterior, quando estava em R$ 5,585.
Esse reajuste mensal, que ocorre sempre no primeiro dia de cada mês, reflete os impactos da instabilidade no mercado internacional, especialmente a guerra no Oriente Médio, que afetou a logística e a oferta de petróleo e seus derivados.
Desde o início das operações militares entre Estados Unidos e Israel ao Irã, o preço do QAV subiu impressionantes 74%, demonstrando a volatilidade que conflitos internacionais podem ter sobre o consumo interno e as despesas das companhias aéreas brasileiras.
Antes do conflito, o custo do combustível representava cerca de 30% das despesas operacionais das empresas aéreas no Brasil, mas atualmente ultrapassa 45%, conforme indicam dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Embora o Brasil seja um país produtor de petróleo, os preços dos combustíveis seguem a dinâmica das commodities no mercado internacional, influenciando diretamente os custos internos. A Petrobras possui uma participação significativa na produção do QAV, mas mantém um mercado aberto à concorrência.
Com essa recente alta, a expectativa é que as companhias aéreas, já sobrecarregadas pelos custos operacionais, busquem maneiras de ajustar suas tarifas e operações para manejar o impacto financeiro gerado por esse novo cenário econômico.


