Nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal (PF) desencadeou uma operação em que foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva relacionados a uma organização criminosa armada dedicada à lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. Entre os detidos estão nomes de peso como Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil, e Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito.
Além das prisões, a Justiça autorizou a execução de 16 mandados de busca e apreensão, o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades de 112 empresas supostamente envolvidas no esquema. A ação foi realizada em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital.
De acordo com informações, 96 postos de combustíveis estão entre as empresas suspeitas de participar dessa rede de lavagem de dinheiro, que, segundo o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões. O esquema também conta com a suposta participação de alguns policiais civis.
Os acusados respondem ainda a outros crimes, como corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, com investigações que podem trazer novos desdobramentos. Esta operação corresponde à oitava fase da Operação Unha e Carne, que já havia resultado na prisão de Canella em julho e de Amim na fase anterior.
A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e marca um esforço contínuo da PF para combater práticas que prejudicam a economia nacional e a segurança pública.



