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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um novo foco: a inteligência artificial (IA). Recentemente, ele manifestou o desejo de alterar o nome da tecnologia para “superinteligência”. Essa proposta foi apresentada durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, onde Trump argumentou que o termo atual soa como se a tecnologia fosse “falsa”. Além disso, declarou que espera que todos os documentos oficiais dos EUA e, em breve, do mundo fiquem em conformidade com essa nova terminologia.

A ideia não é tão simples quanto parece. O termo IA existe há mais de 70 anos e envolve uma série de definições complexas, que ainda não estão completamente consolidadas. Especialistas comentam que a mudança proposta por Trump poderia ser mais um ato de marketing político do que uma real contribuição ao desenvolvimento tecnológico. Segundo Anderson Soares, professor da Universidade Federal de Goiás, o foco em mudar a nomenclatura parece ser mais uma tentativa de reverter questionamentos sobre o rápido avanço da tecnologia.

Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, enfatiza que o termo “superinteligência” pode até provocar receios em um público que já demonstra cautela em relação à IA. De acordo com uma pesquisa recente, mais da metade dos brasileiros expressam mais preocupações do que ânimo com o avanço da tecnologia. Nos Estados Unidos, a percepção é similar, com a maioria da população temendo que a IA eventualmente supere a inteligência humana.

Além disso, a proposta de Trump foi acompanhada por enquetes feitas em suas redes sociais, onde ele incluiu diferentes alternativas de nomenclatura, mas sem uma justificativa clara de como a mudança afetaria o mercado de tecnologia. Recentemente, Trump ainda declarou que consideraria como “inimigos” aqueles que continuassem a usar o termo “inteligência artificial” em vez de “superinteligência”.

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Com o crescente debate sobre o impacto da IA na sociedade e na economia, essa palavrinha – que foi cunhada por Alan Turing e outros pesquisadores nos anos 50 para descrever uma nova fronteira da ciência da computação – ainda terá muito a discutir no cenário internacional atual.