O câncer gástrico, uma das doenças com índices crescentes no Brasil, pode ser silencioso e assintomático, o que dificulta sua detecção precoce. Estima-se que o número de casos anuais no país chegue a 40 mil até 2050, um aumento alarmante que exige atenção, especialmente na população idosa.
Uma das principais responsáveis pela doença é a bactéria Helicobacter pylori, que pode ser adquirida na infância. De acordo com especialistas, cerca de 1% dos indivíduos infectados desenvolve câncer gástrico ao longo da vida, embora muitos não apresentem sintomas até fases avançadas da doença.
As más condições sanitárias no Brasil aumentam o risco de contágio por H. pylori, que em estudos foi classificada como carcinógeno pela Organização Mundial da Saúde, o que coloca o país em uma posição preocupante. Além disso, a falta de campanhas de rastreamento na população tem dificultado a identificação dos casos precoces.
Para enfrentar esse desafio, o 1º Congresso Brasileiro sobre a Saúde Digestiva da Pessoa Idosa, chamado Gastro 70+, será realizado em São Paulo. O evento é uma oportunidade única de discussão sobre saúde digestiva e prevenção de doenças graves em um público que merece atenção especial.
Em adição, a campanha Setembro Rubi visa conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer gástrico, com foco em familiares de primeiro grau de portadores da doença, que possuem um risco significativo. Testes não invasivos como o teste respiratório e a pesquisa de antígeno fecal são métodos recomendados para a detecção da H. pylori antes do aparecimento de sintomas severos.
Num cenário em que os sintomas costumam aparecer em estágios avançados, como dor persistente e emagrecimento, é fundamental a atuação proativa dos serviços de saúde e da população em geral para lidar com essa doença silenciosa e cada vez mais presente.



