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Câmeras de segurança registraram o instante em que um avião monomotor bateu contra um prédio residencial de três andares em Belo Horizonte, na última segunda-feira, 4 de maio de 2026. A aeronave havia decolado minutos antes do Aeroporto da Pampulha com cinco pessoas a bordo e seguia para São Paulo quando perdeu altura e atingiu o edifício.

O impacto aconteceu por volta das 12h16, cerca de três minutos após a decolagem. A colisão destruiu parte da fachada do terceiro andar e invadiu a cozinha de um apartamento que estava vazio no momento da batida. O acidente deixou três mortos: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos; o passageiro Fernando Moreira Souto, de 36; e Leonardo Berganholi, de 50, que chegou a ser resgatado com vida, mas morreu horas depois no hospital.

No prédio, moradores viveram momentos de pânico. Avani Soares, que estava na cozinha do apartamento no primeiro andar, contou que tudo escureceu de repente e que precisou sair pisando no combustível que já havia vazado, com medo de uma explosão. Já o policial militar Richard de Souza, morador do segundo andar, conseguiu retirar a família para um local seguro e voltou ao imóvel para ajudar outros moradores.

Dentro da escada, Richard encontrou Arthur Berganholi, de 25 anos, com fratura exposta e hemorragia intensa. Com o treinamento que possui, ele aplicou um torniquete para tentar conter o sangramento. Arthur e Emerson Cleiton Almeida, de 53 anos, foram retirados com vida e seguem internados. Emerson teve lesões graves no tórax e no abdômen, enquanto Arthur se recupera da fratura na perna.

Outra moradora, Claudete Martins, disse ter visto o avião vindo em sua direção quando tentava fechar a janela. Ela recuou a tempo e relatou que a aeronave pareceu desviar no último instante. A cozinha atingida pertence ao engenheiro mecânico Fausto Avelar e à química Natália Amaral, que não estavam no local naquele momento porque foram a Jabuticatubas para uma missa com os filhos pequenos.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. A Polícia Civil aguarda o relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para apurar se houve falha humana ou técnica. A Defesa Civil já autorizou o retorno dos moradores ao Condomínio Juliano, mas o trauma entre as vítimas e os vizinhos segue forte após a cena impressionante registrada pelas câmeras.