Imagem ilustrativa da matéria

A Rádio Nacional, um dos pilares da radiodifusão brasileira, celebra 90 anos com um simpósio que destaca a importância da preservação da memória radiofônica enquanto se projeta seu futuro no universo digital. O evento, realizado em Brasília, reuniu especialistas e gestores do setor para discutir como conciliar o rico acervo da emissora com as novas tecnologias.

Durante o simpósio, pesquisadores e convidados abordaram temas como o uso de inteligência artificial e a multidistribuição de conteúdo por meio de plataformas digitais, refletindo sobre como o rádio se adapta às novas demandas do público. Os participantes concordaram que a preservação histórica é crucial para garantir a identidade cultural e o acesso democrático à informação.

O presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro destacou a relevância do acervo da Rádio Nacional, afirmando que ele é uma das mais importantes fontes de memória cultural do Brasil, armazenando itens valiosos que ajudam na conservação da história do país. A colaboração entre a emissora e o museu reforça a relevância de preservar o passado para um futuro mais consciente.

A gerente de acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentou os desafios da digitalização, ressaltando a importância de uma catalogação criteriosa. Ela explicou que atualmente apenas 28,2% do acervo já foi digitalizado, um trabalho complexo que exige tanto tecnologia quanto um rigoroso esforço humano.

Publicidade

Além disso, o simpósio também discutiu as novas tendências do rádio, onde plataformas digitais e podcasts estão se tornando essenciais para alcançar o público jovem. Os representantes de diferentes emissoras apresentaram suas estratégias de integração entre rádio, televisão e redes sociais, evidenciando que o meio continua a se reinventar e a permanecer relevante.