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Com o início das convenções partidárias e a proximidade da disputa eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal já trabalha em ritmo de eleição. Entre os principais pontos de atenção para este ano, está o avanço da propaganda nas redes sociais e a dificuldade de monitorar conteúdos que circulam em aplicativos de mensagem.

A Corte eleitoral no DF instalou uma comissão específica para fiscalizar a propaganda, formada por três magistrados, e já recebeu denúncias envolvendo irregularidades como outdoors, panfletagem, adesivos em veículos e publicações na internet. O procedimento prevê apuração rápida: se a infração for confirmada, o responsável é notificado para regularizar a situação em até 24 horas. Caso não haja correção, o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e resultar em punições.

Entre os desafios considerados mais delicados está o ambiente digital, especialmente o uso de aplicativos de mensagens, onde a fiscalização esbarra no sigilo das conversas e nas regras de privacidade. A preocupação da Justiça Eleitoral é acompanhar de perto uma campanha que tende a ser mais virtual do que em pleitos anteriores, em um cenário em que a circulação de boatos e conteúdos enganosos ganhou espaço e exige maior vigilância técnica.

Além da disputa no ambiente online, o tribunal também intensificou os preparativos logísticos para o dia da votação. No DF, há 2,08 milhões de eleitores, que deverão ser atendidos por 6.953 urnas distribuídas em 608 locais de votação. As equipes dos cartórios já fazem vistorias para identificar necessidades de reparo e ajustes estruturais, como falhas em tomadas, infiltrações e problemas de acessibilidade.

Outras mudanças também marcam o processo eleitoral deste ano, entre elas o uso do e-título, a ampliação do nome social para travestis e transexuais e o treinamento à distância de parte dos mesários. A biometria também deve ter melhor desempenho, após dificuldades observadas em eleições anteriores. Para o tribunal, o foco é garantir uma votação segura, organizada e com menos obstáculos operacionais, enquanto cresce a pressão por uma campanha mais limpa e transparente.