A Justiça Eleitoral do Distrito Federal deu um passo importante para assegurar a integridade do processo eleitoral de 2026, com o sorteio de urnas que passarão por auditoria. O evento, realizado na Câmara Legislativa, reuniu magistrados, procuradores e representantes de partidos, reforçando a transparência e a segurança das urnas eletrônicas.
Durante a audiência pública, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), desembargador Ângelo Passarelli, ressaltou a importância da confiança da sociedade nas urnas, afirmando que estas são confiáveis e protegidas contra qualquer tipo de alteração. Ele exortou o público a não se preocupar com a possibilidade de manipulação no resultado das eleições.
Ao todo, 23 urnas foram selecionadas, sendo 20 para o teste de integridade e 3 para o teste de autenticidade. O juiz João Marcos Guimarães, presidente da Comissão de Auditoria, explicou que o teste de integridade simula uma votação em ambiente controlado, com o objetivo de garantir que os votos digitados correspondam aos contabilizados ao final do processo.
O procedimento de auditoria inclui a troca das urnas nas seções eleitorais por urnas reserva, monitoramento ao vivo e conferência dos resultados, garantindo a total transparência. As urnas destinadas ao teste de autenticidade serão verificadas para assegurar que os programas instalados são os mesmos desenvolvidos e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com a resolução TSE nº 23.673/2021 e a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) assegurando a transparência, os moradores de Brasília podem ficar tranquilos em relação à segurança do voto, que é fundamental na democracia. A participação ativa da sociedade nos processos de auditoria é um reflexo do compromisso em preservar a lisura das eleições no Brasil.



