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Gabriel Magno, candidato à reeleição de deputado distrital pelo PT, defende o fim do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) como solução para a crise na saúde pública da capital. Em entrevista ao Podcast do Correio, ele destacou a falta de transparência e as irregularidades que cercam o instituto, que, segundo ele, opera como uma “caixa preta” sem prestação de contas ao Tribunal de Contas do DF.

Magno questiona o uso do Fundo Constitucional do DF pelo Iges, que, de acordo com ele, ultrapassou os limites de sua função ao terceirizar serviços, criando uma rede de contratação que dificulta a fiscalização. Um caso emblemático citado foi o do falecimento de um menino em uma UPA do Recanto das Emas, devido à demora na chegada de uma ambulância, causado por alterações contratuais feitas pelo instituto.

O deputado afirmou que o Iges é “o grande mal da saúde no DF” e sugeriu que a gestão deve retornar à Secretaria de Saúde, permitindo um atendimento mais integrado e eficiente para a população. A concentração dos serviços em uma única entidade pública, segundo ele, garantiria um protocolo comum e uma política de atendimento eficaz.

Em sua análise, a reforma não deve parar por aí. Magno também falou sobre a necessidade de uma auditoria na Terracap e os altos salários pagos a diretores, que contrapõe o papel da empresa pública na gestão de patrimônios. Para ele, essas questões são essenciais para a garantia de recursos e serviços à população do Distrito Federal.

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Essas declarações refletem um crescente descontentamento da população com os serviços de saúde e a gestão pública na cidade, levantando inquietações sobre a continuidade do modelo atual. À medida que as eleições se aproximam, a proposta de reestruturação na gestão da saúde está ganhando destaque nas pautas de candidatos, revelando a urgência de reformas na área.