Procedimentos crescem no SUS, mas diagnóstico tardio e desigualdade no acesso mantêm a doença como ameaça à visão.

O glaucoma, segunda principal causa de cegueira irreversível no mundo, continua sendo um desafio para a saúde pública brasileira. Dados recentes mostram que, embora o número de cirurgias e exames oftalmológicos tenha aumentado no Sistema Único de Saúde (SUS), o diagnóstico tardio e a desigualdade no acesso ao cuidado ainda comprometem o controle da doença.

Avanços no SUS

  • Crescimento no número de cirurgias de glaucoma realizadas nos últimos anos.
  • Expansão da oferta de exames de campo visual e tomografia de coerência óptica (OCT).
  • Programas de distribuição de colírios antiglaucomatosos em algumas regiões.

Desafios persistentes

  • Diagnóstico tardio: muitos pacientes só descobrem a doença em estágios avançados, quando já há perda significativa da visão.
  • Desigualdade regional: acesso a exames e especialistas é limitado em áreas remotas e cidades menores.
  • Adesão ao tratamento: uso contínuo de colírios exige disciplina, e a interrupção pode acelerar a progressão da doença.

O glaucoma é silencioso: não causa dor e evolui lentamente, o que aumenta o risco de negligência. Para os pacientes, receber o diagnóstico muitas vezes significa enfrentar o medo da cegueira e a necessidade de mudanças permanentes na rotina. O tratamento exige disciplina diária e acompanhamento constante, o que pode gerar ansiedade e sobrecarga emocional.

Apesar dos avanços, o glaucoma continua sendo uma ameaça invisível à visão de milhões de brasileiros. O aumento das cirurgias e exames é um passo importante, mas insuficiente diante da necessidade de diagnóstico precoce e acesso equitativo ao cuidado. Mais do que tecnologia, o controle da doença depende de políticas públicas que garantam que cada paciente, independentemente de onde viva, tenha a chance de preservar sua visão.

Guia prático para pacientes: sinais de alerta e exames essenciais no controle do glaucoma

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Apesar do aumento de cirurgias e exames no SUS, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é a chave para preservar a visão.

O glaucoma continua sendo uma das principais causas de cegueira irreversível no Brasil. O desafio não está apenas na oferta de procedimentos, mas sobretudo na detecção precoce e na adesão ao tratamento. Para ajudar pacientes e familiares, o Imprensa Brasília preparou um guia prático com orientações claras e confiáveis.

Sinais de alerta

  • Perda gradual da visão periférica (visão em “túnel”).
  • Dificuldade para enxergar em ambientes pouco iluminados.
  • Visão borrada ou presença de halos ao redor de luzes.
  • Em casos agudos: dor intensa nos olhos, náusea e vermelhidão.

Exames essenciais

  • Tonometrias: medem a pressão intraocular.
  • Campimetria visual: avalia perda de campo de visão.
  • Tomografia de coerência óptica (OCT): analisa o nervo óptico e fibras nervosas.
  • Gonioscopia: examina o ângulo da drenagem ocular.

Como garantir acompanhamento pelo SUS

  • Procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) para encaminhamento ao oftalmologista.
  • Solicitar exames de rotina em consultas regulares, especialmente após os 40 anos.
  • Em casos de diagnóstico confirmado, o SUS oferece colírios e acompanhamento em centros especializados.
  • Regiões com maior demanda podem ter filas, mas pacientes com risco elevado devem insistir no encaminhamento prioritário.

Receber o diagnóstico de glaucoma pode gerar medo da cegueira e ansiedade diante da necessidade de tratamento contínuo. Apoio psicológico e informação clara ajudam pacientes a lidar com a rotina de colírios e consultas, transformando disciplina em esperança de preservar a visão.

O glaucoma é silencioso, mas não inevitável. Com diagnóstico precoce, exames regulares e adesão ao tratamento, é possível preservar a visão e evitar complicações graves. Mais do que tecnologia, o controle da doença depende de consciência e acesso equitativo ao cuidado.

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