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Um estudo recente revelou que um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido. A pesquisa, realizada com 6,5 mil pessoas em todo o país, destacou a necessidade urgente de se disseminar informações sobre os fatores de risco associados à doença, como tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, entre 2026 e 2028, o Brasil registrará cerca de 781 mil novos casos de câncer, um aumento de 10,9% em relação aos anos anteriores. Esta elevação é impulsionada principalmente pelo envelhecimento da população e hábitos insalubres.

Apesar do reconhecimento de que hábitos como fumar e a exposição excessiva ao sol estão entre os principais riscos, a pesquisa mostrou que fatores como o sedentarismo e a alimentação inadequada ainda não são plenamente reconhecidos pela população. Apenas 48% dos entrevistados entendem que a falta de atividade física contribui para o desenvolvimento do câncer.

Notavelmente, a informação sobre o aleitamento materno como uma proteção contra o câncer de mama foi desconhecida por 40% dos entrevistados. Isso evidencia a necessidade de maior educação em saúde e informações claras e acessíveis à população, especialmente em áreas mais vulneráveis.

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Especialistas apontam que a diferença na percepção dos riscos está relacionada à eficácia de campanhas públicas ao longo das décadas. Medidas voltadas para o combate ao tabagismo, por exemplo, demonstraram que a informação correta pode mudar comportamentos e salvar vidas.

Para enfrentar esses desafios, é fundamental promover políticas públicas que incentivem hábitos de vida saudáveis e a adoção de uma dieta equilibrada, além de propiciar ambientes adequados para a prática de atividades físicas.