O Banco de Brasília (BRB) está em uma situação financeira crítica após uma auditoria revelar que precisa de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas acumuladas em transações realizadas com o Banco Master. O presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, destacou que essa provisão é essencial para a preservação da saúde financeira do BRB e evitar sua possível quebra.
As perdas são reflexo de um total de R$ 30 bilhões em títulos adquiridos do Banco Master, dos quais pelo menos R$ 2,6 bilhões não possuem garantias reais. Essa situação acende um alerta tanto para os clientes do banco quanto para o mercado financeiro, o que motivou o Governo do Distrito Federal (GDF), acionista majoritário do BRB, a elaborar um projeto de lei que permitirá a contratação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.
O projeto, que ainda precisa passar pela Câmara Legislativa do DF, já recebeu homologação do Supremo Tribunal Federal e visa reforçar o capital da instituição. Na audiência pública realizada no Senado, Souza enfatizou a importância dessa medida, explicando que o BRB poderá contar com a securitização da dívida do GDF para completar o montante necessário.
A securitização permitirá ao GDF antecipar créditos a vencer, e Souza acredita que a arrecadação poderá alcançar R$ 3 bilhões adicionais. Apenas R$ 2,2 bilhões são necessários para atingir os R$ 8,8 bilhões em provisionamento diante dos ativos no banco.
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A situação atual do BRB é particularmente preocupante, já que o banco é responsável por 64% dos financiamentos imobiliários no Distrito Federal. Qualquer comprometimento adicional da sua operação poderá não apenas afetar Brasília, mas também outras regiões em que o BRB opera.
Souza reafirmou que, com o plano de provisionamento, o BRB deverá ter condições de seguir operando. Ele ressaltou que, apesar da situação adversa, o banco está cumprindo suas obrigações e permanece ativo no mercado.
