Imagem ilustrativa da matéria

O governo brasileiro reagiu às críticas em relação ao novo ‘tarifaço’ anunciado pelos Estados Unidos, que começa a valer em julho. Em resposta, o Executivo diz ter realizado mais de 30 contatos com autoridades americanas para discutir tarifas e evitar o aumento das barreiras comerciais.

As acusações de que houve falhas nas negociações têm origem em uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que durou um ano. O governo brasileiro, por sua vez, assegura que as tentativas de diálogo ocorreram em diversos níveis, incluindo telefonemas e reuniões diretas com representantes das duas nações.

Integração da diplomacia brasileira com o governo americano foi reforçada por meio de 11 reuniões entre autoridades do Brasil e altos funcionários do governo dos EUA, apontando que as iniciativas para dialogar partiram do Brasil, em busca de uma solução amistosa para a disputa comercial.

O Executivo ainda classificou a decisão americana como um “marco lastimável” e defendeu a adoção da lei da reciprocidade, destacando que medidas unilaterais não têm justificativa, dado que os EUA têm acumulado superávit comercial significativo com o Brasil nos últimos anos.

Nova Gestão do GDF

Publicidade

O cenário das negociações também foi impactado pela recente visita do senador Flávio Bolsonaro aos EUA, que influenciou as relações comerciais entre os países. O governo brasileiro acredita que a percepção de um ambiente favorável às negociações mudou, o que levanta a necessidade de uma abordagem mais robusta nas conversações em curso.