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Felipe Massa, Rubens Barrichello, Hélio Castroneves, Felipe Nasr, Felipe Drugovich, Lucas Di Grassi, Nelson Piquet Jr. e Caio Collet estiveram entre os nomes que passaram pelo Autódromo Internacional Nelson Piquet em uma etapa marcada por corrida histórica, arquibancadas movimentadas, acesso aos boxes e experiências de marcas

Durante três dias, Brasília deixou de ser apenas sede de mais uma etapa da Stock Car para se transformar em um verdadeiro ponto de encontro do automobilismo brasileiro e internacional.

O Autódromo Internacional Nelson Piquet reuniu 60 pilotos somente no grid da Bradesco Stock Car Pro Series, divididos entre 30 titulares e 30 convidados para a primeira corrida Endurance da história da principal categoria do automobilismo nacional.

Entre eles estavam campeões, ex-pilotos de Fórmula 1, nomes da IndyCar, Fórmula E, endurance internacional, jovens que seguem construindo carreira fora do país e alguns dos principais competidores da própria Stock Car.

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Felipe Massa, Rubens Barrichello, Hélio Castroneves, Felipe Nasr, Felipe Drugovich, Lucas Di Grassi, Nelson Piquet Jr., Caio Collet, Antônio Pizzonia, Sérgio Sette Câmara e Daniel Serra foram alguns dos nomes que circularam pelo paddock brasiliense.

A própria organização destacou antes da etapa a dimensão internacional do grid, com pilotos vindos de experiências em categorias como Fórmula 1, WEC, Fórmula E, IMSA e Fórmula Indy.

Mas o fim de semana mostrou que um grande evento de automobilismo vai muito além das voltas disputadas na pista.

Para quem esteve no autódromo, houve carros, corridas, visitação aos boxes, contato próximo com pilotos e equipes, ativações de patrocinadores, camarotes, gastronomia, encontros e uma experiência que transformou a velocidade em programa para diferentes gerações.

Fotos: Lucas Guttierrez

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30 carros e 60 pilotos em uma mesma corrida

O formato escolhido para Brasília foi responsável por criar um dos grids mais diferentes da temporada.

Cada um dos 30 carros da Stock Car foi compartilhado por dois competidores.

De um lado estavam os titulares que disputam regularmente o campeonato.

Do outro, convidados vindos de diferentes trajetórias do automobilismo.

A lista completa dos treinos confirma as 30 duplas que participaram da etapa brasiliense.

Isso colocou lado a lado pilotos que dificilmente seriam encontrados simultaneamente em uma corrida convencional.

Felipe Massa, por exemplo, dividiu seu Chevrolet Tracker com Caio Collet, brasileiro que disputou a temporada 2026 da IndyCar.

Felipe Fraga formou dupla com Felipe Nasr, vencedor de grandes provas do endurance internacional.

Gaetano Di Mauro recebeu Felipe Drugovich.

Rafael Suzuki dividiu o carro com Nelson Piquet Jr.

Daniel Malzoni teve ao lado Hélio Castroneves, tetracampeão das 500 Milhas de Indianápolis.

Julio Campos formou novamente dupla com Antônio Pizzonia.

E Rubens Barrichello viveu um capítulo especialmente familiar: retornou à Stock Car para correr ao lado do filho Fernando Barrichello.

Uma reunião de gerações

Talvez esse tenha sido um dos maiores atrativos da etapa.

No mesmo paddock estavam pilotos cuja história começou décadas atrás e jovens que atualmente constroem carreira internacional.

Rubens Barrichello e Felipe Massa carregam longas passagens pela Fórmula 1.

Nelson Piquet Jr. já foi campeão mundial de Fórmula E.

Lucas Di Grassi também conquistou o título da categoria elétrica.

Hélio Castroneves construiu uma das carreiras brasileiras mais vitoriosas no automobilismo norte-americano.

Felipe Nasr se consolidou no endurance.

Caio Collet representa uma geração mais jovem que busca espaço nas categorias norte-americanas.

E Felipe Drugovich segue ligado ao universo da Fórmula 1 e do automobilismo internacional.

Era possível caminhar pelo paddock e, em poucos metros, encontrar histórias de várias épocas do esporte.

Caio Collet conheceu Brasília ao lado de Felipe Massa

Um desses encontros simbolizou particularmente bem a proposta da Endurance.

Caio Collet chegou à capital para sua primeira corrida na Stock Car e sua primeira experiência no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

Seu companheiro seria justamente Felipe Massa, piloto que acompanha sua trajetória desde quando Collet tinha cerca de 12 ou 13 anos.

O jovem brasileiro se adaptou rapidamente.

Na classificação destinada aos convidados, Collet foi o mais rápido de sua sessão. Massa e Caio formaram a primeira fila do grid, atrás apenas da dupla Gabriel Casagrande/Gabriel Robe.

Era um encontro de gerações transformado em parceria dentro do mesmo carro.

Barrichello também fez da etapa um encontro familiar

Rubens Barrichello viveu situação semelhante, mas com significado ainda mais pessoal.

O bicampeão da Stock Car retornou ao grid para disputar a corrida ao lado do filho mais novo, Fernando.

Foi a primeira oportunidade de pai e filho competirem juntos na categoria.

Antes da prova, a própria organização ressaltou que a presença de Barrichello ampliava o número de competidores do evento com passagem por Grandes Prêmios de Fórmula 1, ilustrando o nível de experiência reunido em Brasília.

A etapa, portanto, não ofereceu apenas um grid numeroso.

Ela reuniu histórias.

Corrida inédita colocou estratégia no centro da disputa

Na pista, Brasília também entrou definitivamente para a história da Stock Car.

A etapa marcou a primeira corrida de Endurance da história da Stock Pro Series, com duração de duas horas mais uma volta e troca obrigatória de pilotos.

O formato modificou completamente a dinâmica habitual.

Não bastava ser rápido.

Era necessário pensar em regularidade, paradas nos boxes, momento das trocas de pilotos, pneus, tráfego, safety car e estratégia.

A prova teve três paradas obrigatórias e foi interrompida por quatro intervenções do safety car, mantendo o resultado aberto até os minutos finais.

E foi exatamente nas voltas finais que o roteiro mudou novamente.

Sette Câmara e Di Grassi vencem após decisão na relargada

A vitória ficou com Sérgio Sette Câmara e Lucas Di Grassi, no Mitsubishi Eclipse Cross #7 do Team RC.

A dupla assumiu a liderança definitivamente em uma relargada a apenas duas voltas da bandeirada.

Sette Câmara e Di Grassi completaram 52 voltas em 2h03min25s835, apenas 1s574 à frente de Guilherme Salas e Arthur Gama.

Rafael Reis e Alberto Cattucci completaram o pódio.

Para Sette Câmara, o resultado teve significado adicional: foi sua primeira vitória na Stock Car.

O calor também entrou na equação.

A prova foi disputada sob temperatura na casa dos 32°C, aumentando a exigência física para pilotos e equipes.

Arquibancada não foi o único lugar para acompanhar o espetáculo

Enquanto os pilotos disputavam posições, o público viveu o evento de diferentes maneiras.

A programação oficial ofereceu momentos de visitação aos boxes e ao grid, aproximando fãs dos carros, pilotos, equipes e da estrutura técnica que normalmente aparece apenas rapidamente nas transmissões.

Isso ajudou a transformar a corrida em programa de fim de semana.

Famílias circularam pelo autódromo, crianças puderam observar os carros de perto e apaixonados pelo automobilismo tiveram uma oportunidade de acompanhar detalhes que vão muito além da bandeirada.

A experiência de uma etapa presencial começa muito antes da largada.

Está no barulho dos motores durante os treinos.

No movimento das equipes.

Nas conversas no paddock.

Na fila para uma fotografia.

Na visita aos boxes.

E na expectativa que antecede o momento em que os carros finalmente alinham no grid.

Automobilismo também como programa para toda a família

Esse talvez seja um dos aspectos mais importantes do fim de semana brasiliense.

O automobilismo mostrou sua capacidade de funcionar como entretenimento para diferentes idades.

Não era necessário entender de telemetria, estratégias de pit stop ou regulamento técnico para aproveitar a experiência.

Para parte do público, o interesse estava na corrida.

Para outros, nos carros.

Havia quem quisesse encontrar um piloto.

Quem levasse os filhos.

Quem estivesse no autódromo pela primeira vez.

E quem acompanhasse a Stock Car há décadas.

Além da categoria principal, o cronograma incluiu Stock Light, Fórmula 4 Brasil e Turismo Nacional, mantendo atividades de pista distribuídas ao longo do fim de semana.

A Fórmula 4, inclusive, fez sua estreia no autódromo de Brasília, ampliando ainda mais a variedade para o público.

Camarotes transformaram corrida também em espaço de relacionamento

Outro universo acontecia paralelamente às arquibancadas e ao paddock.

Os camarotes de patrocinadores tiveram papel importante na experiência do evento.

Marcas receberam convidados, parceiros, clientes e profissionais ao longo dos três dias, em espaços que combinavam visão privilegiada da pista, hospitalidade e ativações.

Foi também ambiente para encontros, conversas e networking.

Essa dimensão corporativa faz parte dos grandes eventos de automobilismo contemporâneo.

O patrocínio não se resume à logomarca colocada em um carro.

As empresas utilizam as corridas para relacionamento com clientes, fortalecimento institucional, experiências de marca e geração de novas conexões.

Em Brasília, esse movimento ficou visível durante todo o fim de semana.

Entre uma sessão e outra, os camarotes reuniam representantes de empresas, convidados e personalidades enquanto as ações das marcas continuavam fora da pista.

Patrocinadores ajudam a transformar corrida em experiência

Automobilismo de alto nível depende de uma extensa cadeia de parceiros.

Carros, equipes, pneus, transporte, tecnologia, comunicação, alimentação, segurança e hospitalidade envolvem investimentos que vão muito além do que o público vê quando os motores são ligados.

Os patrocinadores fazem parte dessa estrutura.

E quando a corrida passa a oferecer ativações, experiências exclusivas e áreas de relacionamento, o evento deixa de ser apenas uma competição esportiva.

Ele se transforma em plataforma de entretenimento e negócios.

Foi justamente essa combinação que pôde ser observada em Brasília.

Um autódromo novamente ocupado por grandes nomes

A reunião de 60 pilotos também ajudou a recolocar o Autódromo Internacional Nelson Piquet no centro das conversas sobre automobilismo.

O circuito recebeu treinos desde sexta-feira, classificação no sábado e a corrida principal no domingo.

Na sexta, o equilíbrio já mostrava o que viria pela frente: no segundo treino, 13 carros ficaram separados por menos de um segundo.

No sábado, Gabriel Casagrande e Gabriel Robe conquistaram a pole, com Felipe Massa e Caio Collet completando a primeira fila.

No domingo, porém, estratégia e resistência reorganizaram completamente a disputa.

É justamente essa imprevisibilidade que ajudou a manter o público conectado à prova até a bandeirada.

Brasília não viveu apenas uma corrida

No fim das contas, reduzir o último fim de semana à vitória de Sette Câmara e Di Grassi seria contar apenas uma parte da história.

Brasília recebeu:

60 pilotos na Stock Car Pro;

nomes consagrados do automobilismo brasileiro e internacional;

a primeira Endurance da história da categoria;

uma corrida decidida nas voltas finais;

Stock Light;

Fórmula 4;

Turismo Nacional;

visitação aos boxes e ao grid;

famílias nas arquibancadas;

patrocinadores e convidados nos camarotes;

e uma movimentação que começou muito antes da largada de domingo.

Foi esporte.

Mas também entretenimento, relacionamento e experiência.

O legado de um fim de semana de velocidade

Grandes eventos esportivos ganham força quando conseguem ultrapassar os limites da própria competição.

Foi isso que aconteceu em Brasília.

Quem acompanhou pela televisão viu carros disputando posições.

Quem esteve no Autódromo Nelson Piquet encontrou algo maior.

Ouviu os motores de perto.

Viu pilotos que construíram carreiras em algumas das maiores categorias do mundo caminhando pelos boxes.

Encontrou famílias, fãs, convidados, patrocinadores e profissionais envolvidos no mesmo ambiente.

Assistiu ao encontro entre gerações.

E presenciou a criação de um novo capítulo da Stock Car.

A bandeirada encerrou a corrida no domingo.

Mas a imagem deixada pelo fim de semana é maior:

Brasília novamente cheia de velocidade, grandes pilotos e público ao redor de um autódromo que mostrou capacidade de transformar automobilismo em experiência para toda a cidade.

Fotos: Lucas Guttierrez