Masterclass em Bento Gonçalves percorre a história de um dos berços mundiais do vinho, aborda a técnica ancestral dos qvevris e termina com degustação de rótulos georgianos
Muito antes de garrafas, barricas de carvalho e adegas climatizadas, o vinho já fazia parte da vida na Geórgia. Com uma tradição vitivinícola de aproximadamente 8 mil anos, o pequeno país localizado entre a Europa e a Ásia preserva até hoje métodos ancestrais de produção que ajudam a explicar por que o vinho se tornou parte de sua identidade cultural.
Um pouco dessa história poderá ser conhecido — e provado — no dia 19 de outubro, em Bento Gonçalves (RS).
A Escola de Enoturismo promove a masterclass “Trilhas do Vinho Ancestral – A Geórgia entre a Rota da Seda e a Hospitalidade Contemporânea”, encontro que combina história, turismo, gastronomia e degustação de vinhos georgianos.
A experiência será conduzida por André Baader, Wine Hunter da importadora Ancestral Wine e criador do perfil @locoporvino, na Galeria Mon Faro.
O vinho que nasce debaixo da terra
Entre os protagonistas da experiência estão os qvevris, grandes recipientes de barro utilizados tradicionalmente na Geórgia para elaborar, armazenar e envelhecer vinhos.
Os recipientes são enterrados no solo, técnica que atravessou gerações e se tornou um dos símbolos da cultura vitivinícola do país.
A tradição georgiana de produção de vinho em qvevri foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Mais do que apresentar a técnica, a masterclass pretende mostrar como o vinho está conectado à história, à gastronomia, aos costumes e à hospitalidade do país.
Publicidade
Da Rota da Seda ao enoturismo atual
A localização da Geórgia entre Europa e Ásia também coloca o país em um território historicamente marcado por intercâmbios culturais.
Durante o encontro, André Baader vai percorrer aspectos da trajetória georgiana ligados à Rota da Seda, além de discutir como uma tradição de milhares de anos pode ser transformada em experiência para o viajante contemporâneo sem perder sua identidade.
A proposta é usar o caso georgiano também como ponto de partida para pensar o enoturismo brasileiro.
“Não se trata de reproduzir modelos, mas de entender como cada lugar transforma sua origem em uma experiência autêntica. A Geórgia tem uma história milenar ligada ao vinho e pode provocar reflexões muito atuais para o desenvolvimento do enoturismo brasileiro”, destacam os fundadores da Escola de Enoturismo Ivane Remus Fávero, Lucinara Masiero e Artur Tremper Farias.
O encontro integra uma série de conexões internacionais promovidas pela instituição. Em setembro, por exemplo, o Líbano foi tema de uma atividade online com alunos da escola, conduzida pela brasileira Cristiane Ahmar Mattar, que vive no país e atua com enoturismo.
Depois da história, os vinhos
A experiência não ficará apenas na teoria.
A recepção começa às 18h30 e, às 19h, André Baader conduz a masterclass. A partir das 20h, a programação segue com um coquetel acompanhado de vinhos georgianos importados pela Ancestral Wine.
A degustação pretende permitir que os participantes relacionem o conteúdo apresentado durante a aula às características dos vinhos produzidos no país.
A masterclass é aberta ao público, mas terá vagas limitadas. O investimento é de R$ 50 por pessoa.
Serviço — Trilhas do Vinho Ancestral
Quando: 19 de outubro de 2026
Onde: Galeria Mon Faro — Bento Gonçalves (RS)
18h30: recepção dos participantes
19h: masterclass com André Baader
20h: coquetel e degustação de vinhos georgianos
Investimento: R$ 50 por pessoa
Vagas: limitadas
Inscrições: WhatsApp (51) 99442-1975


