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Suthida, de 48 anos, realizou um voo solo de 41 minutos em um caça Gripen e chamou atenção internacional por uma trajetória que une a aviação militar e a realeza

Antes de ocupar um dos postos mais importantes da monarquia tailandesa, ela trabalhava como comissária de bordo. Anos depois, tornou-se rainha e passou a conciliar compromissos oficiais com uma atividade pouco comum entre integrantes de famílias reais: a pilotagem de aeronaves militares.

Aos 48 anos, a rainha Suthida da Tailândia voltou a despertar a curiosidade internacional ao realizar, em 8 de outubro de 2026, um voo solo a bordo de um caça supersônico Saab JAS 39C Gripen, na base da Força Aérea Real Tailandesa, em Surat Thani, no sul do país.

Segundo as informações divulgadas pela Casa Real tailandesa, a monarca permaneceu 41 minutos no comando da aeronave, sem instrutor ou copiloto, em uma demonstração de habilidades adquiridas ao longo de anos de treinamento.

O episódio foi apresentado como um marco para a aviação do país: Suthida teria se tornado a primeira mulher da Tailândia a pilotar sozinha um caça Gripen.

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Mas o que torna a história ainda mais surpreendente é o caminho percorrido pela rainha até chegar à cabine de uma das aeronaves de combate mais sofisticadas do mundo.

Uma trajetória que começou na aviação comercial

Muito antes do casamento com o rei Maha Vajiralongkorn, em 2019, Suthida já tinha uma ligação profissional com a aviação.

Ela trabalhou como comissária de bordo em companhias aéreas comerciais, experiência que antecedeu sua aproximação com a carreira militar e com a família real tailandesa.

Sua formação como piloto começou em 2010. Desde então, passou por diferentes etapas de treinamento e acumulou experiência em aeronaves civis e militares.

De acordo com os dados divulgados sobre sua trajetória, a rainha soma mais de 1.188 horas de voo, incluindo atividades em aviões de treinamento militar e aeronaves Boeing 737 utilizadas em deslocamentos oficiais da família real.

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Essa experiência foi construída ao longo de anos, bem antes da apresentação realizada em outubro.

Como foi o treinamento para pilotar o Gripen?

O Saab JAS 39 Gripen é um caça de fabricação sueca desenvolvido para missões militares, incluindo defesa aérea, interceptação e operações de combate.

Diferentemente de aeronaves comerciais, um avião desse tipo exige treinamento específico para lidar com sistemas de navegação, controles de voo, procedimentos de emergência e as características de uma aeronave de alto desempenho.

Para assumir o comando do Gripen, Suthida passou por preparação especializada, que incluiu treinamento em simuladores e aproximadamente dez horas de voo acompanhada por instrutores militares.

Somente depois dessa etapa ocorreu a apresentação solo de 8 de outubro.

Durante 41 minutos, a rainha pilotou a aeronave sem outro ocupante, demonstrando a preparação necessária para conduzir o caça naquela operação.

O feito chamou atenção não apenas pela condição de monarca, mas também pelo nível de exigência técnica associado à pilotagem militar.

Rei acompanhou a apresentação e homenageou a esposa

O rei Maha Vajiralongkorn, marido de Suthida, acompanhou a atividade na base aérea.

Após o pouso, ele entregou flores à rainha e uma insígnia de reconhecimento pela conquista, em uma cerimônia que destacou a importância atribuída ao episódio pela Casa Real.

As imagens e informações divulgadas sobre a apresentação repercutiram internacionalmente, despertando interesse pela formação militar da monarca e por sua experiência na aviação.

Quem é a rainha Suthida?

Suthida tornou-se rainha consorte da Tailândia em 2019, após o casamento com Maha Vajiralongkorn, também conhecido como Rama X.

Sua trajetória profissional foge da imagem tradicionalmente associada à realeza.

Antes de assumir funções oficiais na monarquia, trabalhou na aviação comercial e desenvolveu carreira ligada às estruturas militares tailandesas.

Ao longo dos anos, a rainha também passou a participar de compromissos institucionais, cerimônias e atividades vinculadas às Forças Armadas.

A experiência acumulada na aviação ajuda a explicar como chegou ao treinamento necessário para pilotar um caça supersônico.

Um episódio que ultrapassou as fronteiras da Tailândia

O voo solo de Suthida reúne elementos que naturalmente despertam interesse: uma rainha, um avião militar de alto desempenho e uma trajetória profissional iniciada longe dos palácios.

Embora a apresentação não represente, por si só, uma mudança nas funções tradicionais da monarquia, ela evidencia uma característica pouco conhecida da rainha tailandesa: sua formação como piloto.

O episódio também reforça como histórias individuais podem desafiar expectativas associadas a determinados papéis públicos.

De comissária de bordo a rainha, e de piloto treinada a comandante de um caça supersônico, Suthida acrescentou mais um capítulo incomum à própria trajetória.