A médica reumatologista Tainá Carneiro, diretora social da Sociedade de Reumatologia de Brasília, destacou a importância de um diagnóstico preciso e tratamento acessível para o lúpus. A doença autoimune, que afeta principalmente mulheres jovens, tem registrado cerca de 280 novos casos por ano na capital federal, mas ainda sofre com a falta de dados epidemiológicos adequados.
Embora a estimativa sugira que 50 pessoas a cada 100 mil habitantes no Distrito Federal estejam afetadas, a realidade pode ser muito pior, já que muitos casos não são detectados. Tainá enfatiza que os médicos devem estar atentos aos sintomas, que incluem febre vespertina, fadiga e comprometimento dos órgãos como rins e coração. O diagnóstico pode levar até quatro anos, especialmente em casos onde os sintomas são leves ou moderados.
O tratamento do lúpus requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos reumatologistas e apoio psicológico. A especialista ressalta que, mesmo sem cura, é possível alcançar uma boa qualidade de vida por meio de remédios e acompanhamento adequado. No entanto, o acesso a tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda é um desafio, com muitos medicamentos de alto custo não disponíveis.
Recentemente, foi aprovado um projeto de lei que considera o lúpus como uma condição de deficiência, o que pode facilitar o acesso a benefícios e tratamentos. Tainá acredita que essa medida é um passo importante para melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença, mas destaca que ainda há um longo caminho a percorrer.
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Para discutir o lúpus e suas implicações, a Sociedade de Reumatologia realizará um simpósio no dia 29 de maio no Centro de Convenções Parlamundi. O evento promete trazer informação valiosa para os pacientes e abrir espaço para apoio e conscientização.
