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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há avaliação no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adotar propostas como tabelar a taxa básica de juros, a Selic, ou queimar reservas cambiais para conter a saída de capitais. A declaração foi uma resposta direta a informações veiculadas recentemente sobre a possibilidade de Lula se reunir com o economista André Lara Resende, conhecido pela defesa dessas medidas.

Durigan destacou que, embora diversos economistas estejam dispostos a dialogar com a nova equipe econômica e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, não existe uma agenda marcada para encontros desse tipo com Lula. Mercadante reforçou que as propostas do economista não estão sendo discutidas no atual governo e que o momento é de definição da equipe responsável pela economia no novo mandato.

André Lara Resende é conhecido por defender um novo arranjo entre as políticas fiscal e monetária para diminuir a Selic, hoje em 13,75% ao ano. Entre as ideias do economista estão a criação de um Conselho Fiscal e Monetário para estabelecer metas plurianuais e a redução gradual dos juros básicos para um patamar próximo ao crescimento nominal potencial da economia, estimado em cerca de 5,5% ao ano. Ele argumenta que a alta taxa de juros atual é um problema que poderia ser resolvido com mudanças nesses parâmetros.

Durante a campanha eleitoral, a proposta de tabelar os juros não foi pauta do programa de governo de Lula, e a equipe econômica sinaliza que priorizará a transparência e a previsibilidade nas decisões de política econômica. O presidente iniciará nesta semana as discussões formais do novo mandato, com a organização da equipe econômica e a definição das estratégias a serem adotadas.

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A repercussão em torno do possível encontro do presidente com o economista provocou críticas no mercado financeiro e entre adversários políticos, mas aliados como a deputada Gleisi Hoffmann defenderam o diálogo aberto com diferentes setores econômicos como uma atitude necessária para o governo. Ela ressaltou que o diálogo não implica adesão às propostas e destacou a importância de enfrentar pressões por ajustes fiscais na economia brasileira.