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A morte de Janaína Barbosa reascende o debate sobre a falta do medicamento crucial no país.
A recente morte da ex-apresentadora Janaína Barbosa, aos 48 anos, devido a um choque anafilático, voltou a colocar em evidência a falta de canetas autoinjetáveis de adrenalina no Brasil. O tratamento com adrenalina é vital e pode reverter rapidamente reações alérgicas agudas.
Atualmente, a adrenalina no país está disponível apenas em ampolas para uso hospitalar, o que significa que pacientes precisam se deslocar a uma unidade de saúde em situações de emergência. As canetas autoinjetáveis, como a EpiPen, ainda não têm registro aprovado pela Anvisa, o que leva à sua importação a altos custos, que podem ultrapassar R$ 2.000.
A presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Fátima Rodrigues Fernandes, explica que a ausência das canetas é resultado de fatores como baixo interesse da indústria farmacêutica, custos de produção e falta de dados sobre a incidência da anafilaxia no Brasil. Apenas 32% dos 195 países têm autoinjetores de adrenalina, e o abastecimento no Brasil depende de fabricantes estrangeiros.
Uma tentativa de resolver parte desse problema levou à criação de um protótipo de caneta brasileira de adrenalina, desenvolvido por um professor da UFRJ, que pode ser muito mais acessível. O projeto busca facilitar o acesso ao tratamento de emergência, principalmente em ambientes como escolas e até mesmo em casa.
Enquanto isso, legislações estão sendo discutidas para permitir o fornecimento gratuito dessas canetas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ressaltando a importância de políticas públicas para melhorar a assistência a pacientes em risco de anafilaxia.




