Apesar de serem mais da metade do eleitorado brasileiro, as mulheres continuam sub-representadas nas equipes de campanha dos principais candidatos à Presidência em 2026. Um levantamento recente mostra que elas ocupam apenas uma fração das posições de comando dentro dos núcleos estratégicos, essenciais para a formulação de políticas e a comunicação das propostas eleitorais.
Flávio Bolsonaro é o presidenciável com a maior representação feminina em sua equipe, contando com 10 mulheres entre 26 colaboradores. Em seguida, Renan Santos e Ronaldo Caiado têm seis mulheres, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury contam com cinco e quatro, respectivamente. A campanha do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva não revelou oficialmente o número de mulheres em sua equipe, mas foi possível identificar algumas por meio de apuração na imprensa.
A importância da presença feminina nas campanhas não se limita à quantidade, mas relaciona-se diretamente à capacidade de diálogo com o eleitorado feminino. Embora todos os candidatos apresentem propostas voltadas para as mulheres em seus planos de governo, a falta de mulheres em posições chaves limita a efetividade dessas propostas. As políticas voltadas para esse público são fundamentais, dado que as mulheres compõem 52,84% do eleitorado nacional.
Além disso, a disparidade na representação feminina também se reflete nas candidaturas para o próximo pleito. Dados recentes mostram que apenas 34,8% das candidaturas são femininas, uma leve alta em relação a 2022, mas que destaca a dificuldade das mulheres em ocupar espaços de liderança, especialmente nas eleições presidenciais, onde apenas duas candidatas estão na disputa.
Se as mulheres continuam avançando em cargos de vice-presidência em algumas candidaturas, a representatividade ainda é consideravelmente baixa nas posições de liderança. O cenário atual evidencia a necessidade de maior inclusão das mulheres nos processos decisórios e nas campanhas eleitorais, se realmente se deseja uma representação equitativa e justa na política brasileira.


