A proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a jornada de trabalho 6×1 no Brasil continua parada no Senado, com a tramitação dificultada pela agenda esvaziada devido a feriados e jogos da seleção brasileira.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem encaminhá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde não há reuniões agendadas para esta semana. Isso significa que a proposta pode ficar um mês sem progresso, já que foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio com amplo apoio.
O senador Paulo Paim, em discurso recente, cobrou agilidade na votação da PEC, questionando o que estaria impedindo sua apreciação no Senado. A proposta, que também prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, já conta com apoio considerável, mas enfrenta resistência de partidos opositores que desejam manter a escala de trabalho atual.
Durante esta semana, marcada por festividades de São João e o jogo Brasil vs. Escócia, a expectativa é de baixa atividade nas sessões do Senado. A CCJ, presidida pelo senador Otto Alencar, não tem agendados encontros, o que torna a votação da PEC improvável em um futuro próximo.
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A assessoria da CCJ informou que não há indicação de que Alcolumbre libere a PEC, e a equipe do presidente do Senado ainda não respondeu a solicitações sobre o andamento do assunto. A situação indica um cenário de incerteza, já que o tema é debatido há anos sem definição clara.
Enquanto isso, a pressão sobre a tramitação da proposta aumenta, e análises apontam para a necessidade de um consenso que ressoe com as demandas dos trabalhadores que visam mais qualidade de vida com a redução da jornada de trabalho.
