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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) por médicos em procedimentos estéticos e reparadores na pele. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor em 2 de junho e visa proteger a saúde dos pacientes, diante das graves complicações associadas ao seu uso.

O PMMA, frequentemente utilizado como preenchedor definitivo, pode causar reações adversas severas, como inflamações, deformações e até mortes. A decisão foi impulsionada pelo número crescente de casos de complicações, algumas com consequências irreversíveis, como a necessidade de remoção cirúrgica de tecidos saudáveis.

A única exceção para o uso do PMMA será para tratar a lipodistrofia em pacientes que vivem com HIV/aids, conforme diretrizes específicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses tratamentos só poderão ser realizados em unidades de alta complexidade credenciadas.

A relatora da resolução, Dra. Graziela Bonin, enfatizou que qualquer uso do PMMA se torna uma infração, independentemente de seus efeitos adversos. A medida visa não apenas proteger os pacientes, mas também reforçar a ética médica.

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No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em resposta à proibição, alegou que o PMMA é seguro quando utilizado corretamente e apenas por profissionais médicos habilitados. Continúa o debate sobre a segurança e a eficácia desse material no mercado estético brasileiro.